HISTÓRIA DA ESCOLA JANDIRA D’AVILA
A história do Bairro Aventureiro tem início no século XVII quando os bandeirantes, através do mar da Vigoreli, navegando o rio Cubatão, estabeleceram-se na região. Dessa forma, as primeiras famílias que povoaram o bairro foram de portugueses vicentinos. Por volta de 1850, com a imigração europeia, vieram para a região algumas famílias alemãs e suíças. As principais atividades desenvolvidas eram relacionadas à agricultura, pesca e indústria, com engenho e serraria.
O comércio só se desenvolveu na região entre as décadas de 1940 e 1950. No que se refere à educação, não existiam escolas na região; a mais próxima ficava no Gaxanduva (entrada da atual Rua Piratuba, Iririú), portanto, a maioria dos pais realizava a educação dos filhos em casa. Ao lado da Igreja Nossa Senhora das Dores (no Cubatão), havia o professor Alfredo Moreira, que dava algumas aulas de Português.
Na década de 1960, a região até então chamada Iririú, recebeu a denominação de Aventureiro, devido a um time de vôlei que mais tarde passou a ser um time de futebol (o nome oficial de “Bairro Aventureiro” foi definido apenas em 1990). Mais informações sobre a história do bairro encontram-se no Anexo 2 – Projeto Memórias do Bairro. Com a ampliação da rede de energia elétrica, em 16 de setembro de 1955 foi criada a Metalúrgica Duque, o que ocasionou a vinda de muitos funcionários que estabeleceram moradia na localidade, gerando a necessidade da construção de uma escola que atendesse seus filhos.
Em 1960, a professora Jandira D’Ávila, que atuava junto à coordenadoria de educação da época, vendo a necessidade dos pais em matricular seus filhos, não mediu esforços para articular a abertura, mesmo que ainda em um ambiente não muito apropriado, da primeira escola do bairro. A “Escola Isolada Estadual do Iririú” abriu suas portas à rua Tuiuti s/ nº, atendendo poucas crianças. No ano seguinte, 1964, a escola já atendia 4 turmas, totalizando 81 alunos. Contava na época com quatro professoras, uma delas responsável pela direção, chamada de “Professora Regente”.
Em 1976 passou a atender todo o Ensino Fundamental, recebendo o nome de “Escola Básica Professora Jandira D’Ávila”, uma homenagem feita pela comunidade à professora Jandira D’Ávila, responsável pela fundação e ampliação da escola durante estes primeiros anos. O nome proposto pela comunidade foi aceito e oficializado pela Secretaria de Estado da Educação, na data de 22/03/76. Em 1985 foi implantado o 2º Grau e nessa época recebeu o nome de “Colégio Estadual Professora Jandira D’Ávila”. Até o ano de 2006, foi a única escola de Ensino Médio no bairro, atendendo muitos dos jovens que aqui moravam. Atualmente, com o nome de “Escola de Educação Básica Professora Jandira D’Ávila”, atende o Ensino Fundamental e o Ensino Médio distribuídos em turmas de Ensino Fundamental I (1º a 5º ano), Ensino Fundamental II (6º a 9º ano), Ensino Médio Matutino, Vespertino e Noturno (1ª a 3ª série) e Ensino Médio Integrado à Educação Profissional em Tempo Integral – Técnico em Administração.
Sobre a patronesse Jandira D’Ávila, sabe-se que era natural de Jaguaruna/SC, nascida em 07 de novembro de 1926, filha de Álvaro Xavier D’Ávila e Donodócia Prates D’Ávila. Teve uma vida voltada para a educação, formando-se no Curso Normal em Laguna em 1956 e ampliando os estudos em diversos outros cursos, com destaque para as formações em Pedagogia e Direito.
Atuando em escolas isoladas e na rede estadual, chegou a ser diretora de escola e, mediante sua dedicação e eficiência, conquistou espaço na coordenadoria de educação em Joinville, como diretora de Orientação Pedagógica da 5ª Coordenadoria de Educação do Estado. Com capacidade de redação notável, Jandira escreveu e editou livros didáticos, livros para crianças e um livro para mulheres, intitulado “Mulher, sempre Mulher”, no qual desabafa sobre o quanto foi podada pelo destino. Como advogada, não atuou, porém, foi membro do Conselho Estadual de Educação,
permanecendo por vários anos. Enfraquecida pela idade, com a saúde debilitada, Jandira faleceu em 28 de outubro de 1999.
